Temos ouvido muita gente falando sobre RISCOS ultimamente, não é verdade? Mas, o que são eles? E por que o assunto sempre é deixado pra depois?

Não se assuste!!!!

Com um olhar cuidadoso, eles podem ser os grandes amigos do seu condomínio.

Imagine que você descobre que a apólice de seguro do seu condomínio tem o seguinte: R$ 10 milhões, como valor de cobertura para desmoronamentos, R$ 50 mil cobrir para mortes de terceiros e R$ 100 mil para cobrir danos elétricos.

Agora vamos avaliar cada condição…

R$ 10 milhões para cobrir desmoronamentos? Quantos prédios caem em São Paulo por este motivo? Este dinheiro seria suficiente para cobrir os prejuízos, caso de fato ocorram? R$ 50 mil para mortes de terceiros? Isso não dá para nada!!! R$ 100 mil para danos elétricos. Tratando-se de um condomínio, isso também não dá para coisa nenhuma.

Estes são poucos dos muitos exemplos que acontecem por aí, no cotidiano dos condomínios. E o pior de tudo isso? Eles geram impactos físicos e/ou materiais, consequentemente perdas e financeiros aos moradores. Fato que transforma o condomínio numa verdadeira bomba-relógio, pondo em dúvida os trabalhos do síndico, conselheiros e demais envolvidos na administração. Em suma, uma porta de entrada para um caos a Síndicos, Administradoras e moradores/investidores.

Mas por que tudo isso acontece?

Fácil de responder. Por 2 simples motivos: Falta de atenção, interesse ou discussão sobre o assunto de Riscos, e principalmente negligência técnica. Para um devido aprofundamento no tema. é preciso ter olhar atento e muita paciência, para a identificação e seus tratamentos.

A partir dessa explicação, podemos ver que o risco faz parte e nasce com os condomínios. Ele está em todos os lugares como na gestão, finanças, operação, Infraestrutura, Segurança, dentre outros, mesmo sem nos darmos conta. E quanto mais pontos obscuros e incertezas envolvidas no que estamos fazendo, maiores são os riscos envolvidos.

Lembra daquela dito que o Diabo está nos detalhes? Pois é, como riscos isto também se aplica perfeitamente.

Existem muitas definições técnicas para esse assunto, mas podemos simplificar um pouco dizendo que “RISCO é a chance de um evento inesperado acontecer e causar uma perda (ameaça) ou ganho (oportunidade)”. No caso de prejuízo, ele pode ser material ou físico (machucar ou até matar alguém). Estamos falando, de 2 características básicas: a chance de um evento inesperado ocorrer (ou probabilidade) e o prejuízo causado (consequência ou efeito).

Na nossa vida pessoal, obviamente não precisamos pensar muito em alguns riscos envolvidos porque já estamos acostumados a tomar os devidos cuidados e fazemos isso naturalmente. Mas, se vamos fazer alguma coisa diferente como a viagem dos sonhos, por exemplo, devemos pensar nos riscos envolvidos e nos prepararmos para eles.

Mas o que podemos fazer para olhar os riscos e transformá-los em Oportunidades, em nossos condomínios?

Utilizando o mesmo caso da apólice, a melhor prática seria contar com apoio de um especialista em riscos condominiais para efetuar uma avaliação presencial e completa, nas dependências do condomínio. Posteriormente discutir o diagnóstico com os administradores e comissão de moradores do condomínio. Por fim, partir para um plano de ações adequado a cada risco listado. Portanto, veja que é um processo contínuo e ininterrupto. Respeitar estas regras nos faz sempre olharmos para os riscos como algo positivo, ou seja, trabalhar com as oportunidades de melhoria: economias, satisfação dos envolvidos, benfeitorias e outros tipos de ganho.

Existem algumas técnicas para o que podemos chamar de “Tratamento dos Riscos”. A norma NBR31000 (Gestão de Riscos), por exemplo, trata especificamente do assunto. Mas não é a única; existem outras normas e guias de boas práticas que tratam do mesmo assunto de uma forma um pouco diferente. Existem também consultorias no mercado especializados no assunto.

Diante de tudo isso, seguem 8 dicas de ouro para avaliar e tratar riscos no seu condomínio:

  1. Crie uma comissão de moradores e convoque um especialista no assunto;
  2. Identifique/Mapeie todos os riscos;
  3. Analise os riscos mapeados do ponto de vista da possibilidade de ocorrerem e os impactos que eles podem causar (Análise Qualitativa);
  4. Priorize os riscos maiores (Priorização);
  5. Faça uma análise dos impactos x prejuízos financeiros. Aqui podem escolher somente para os riscos maiores (Análise Quantitativa);
  6. Prepare uma lista de ações a serem tomadas para evitar os riscos e/ou reduzir seus efeitos (Plano de Ações);
  7. Controle as ações e os riscos prioritário (Monitoramento);
  8. Comunique a todos os demais envolvidos

E finalmente, lembre-se, somente pelo fato de nos atentarmos à existência dos Riscos e encará-los de frente, já nos possibilita termos olhares para a descoberta de grandes oportunidades de economia, conservação, preservação e valorização do nosso estimado património.

Percebeu uma grande diferença?

É neste momento que eles se mostram como nossos grandes amigos!!

Gestão de Riscos é Governança Condominial

Governança Condominial é Super Condomínios.

Super Condomínios é valorizar o seu patrimônio e tranquilizar os moradores e investidores.

 

Fonte: Redação Super Condomínios

Autor: Ricardo Zanfelicce, Consultor de Governança – Super Condomínios

Co-Autor: Ricardo Santos, Consultor de Governança – Super Condomínios

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